POLICIAL

Polícia apresenta plano de Segurança para o Folia de Rua e Carnaval

 Polícia apresenta plano de Segurança para o Folia de Rua e Carnaval  
Mais de sete mil policiais civis, militares e bombeiros militares vão atuar durante as festas

A Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (Seds) elaborou um plano especial de segurança para ser executado durante o projeto Folia de Rua, em João Pessoa, e Carnaval 2012 em todo o Estado. Mais de sete mil policiais civis, militares e bombeiros militares vão atuar durante as festas, garantindo a segurança dos foliões.

Os detalhes do esquema especial de segurança serão divulgados nesta sexta-feira (10), durante uma entrevista coletiva, às 15h30, na sede da secretaria. Este ano, a polícia vai ampliar o monitoramento por câmeras. Ao todo serão empregados 12 equipamentos, distribuídos em pontos estratégicos do percurso dos principais blocos. Além da estação fixa, em parceria com a STtrans, a polícia vai contar com uma central de monitoramento móvel. Durante a coletiva, será feita uma demonstração de como funcionará o novo sistema.

Atendendo às recomendações do governador do Estado, Ricardo Coutinho, a polícia vai reforçar a segurança durante as festas, com o emprego de todas as modalidades de policiamento, além do trabalho realizado pelo serviço de inteligência. Em João Pessoa, os blocos com maior concentração de público vão contar com um efetivo diferenciado. Participam da apresentação do Plano de Segurança para o Carnaval e Folia de Rua 2012 representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Instituto de Polícia Científica da Paraíba.

Fonte: Secom-PB

 

Acusado de estupros é ouvido na 7ª Vara Criminal em segredo de Justiça

O réu confessou o crime de abuso sexual contra uma menor que na época tinha nove anos

Em audiência que durou mais de seis horas, Abner Machado Pereira Neto, acusado de inúmeros crimes de abuso sexual contra mulheres e crianças, foi interrogado nesta quinta-feira (9) pela juíza Michelini de Oliveira Dantas Jatobá, da 7ª Vara Criminal da Capital, no Fórum “Ministro Osvaldo Trigueiro de Albuquerque Melo”.
Na ocasião, três testemunhas de acusação foram ouvidas. O réu confessou o crime de abuso sexual contra uma menor que na época tinha nove anos, e em virtude disso o processo corre em segredo de justiça. Em seguida o processo será encaminhado para o Ministério Público, e somente quando retornar, a juíza irá proferir sentença.
Caso Abner – O carioca Abner Machado Pereira Neto ficou conhecido no Brasil por ter sido acusado de vários crimes de abusos sexuais contra mulheres e crianças. No dia 9 de novembro de 2011 ele foi ouvido primeira vez quando também foram ouvidas dez pessoas entre testemunhas e declarantes
Assessoria

 

Manifesto em frente ao palácio do governo pede mais segurança na PB

Manifestantes pedem providências para reduzir assaltos, sequestros e mortes.
Protesto acontece após sequestro e morte de servidor público.


Manifesto em frente ao palácio do governo pede mais segurança na PB (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
A onda de violência registrada pela polícia no últimos dias gerou um protesto na Praça João Pessoa em frente ao Palácio da Redenção, sede do poder na Paraíba, no Centro da capital paraibana, por volta das 13h desta sexta-feira (10). Munidos com cartazes, faixas, buzinas e fotos de vítimas da violência, os manifestantes pediam providências ao governo para reduzir o número de assaltos, sequestros e assassinatos.
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A realização do protesto acontece após o sequestro e morte do funcionário público da Prefeitura de João Pessoa, Bruno Ernesto do Rêgo Moraes, de 31 anos, na madrugada da última quarta-feira (8).
A manifestação foi organizada através das redes sociais. Junto com o protesto, um documento intitulado "Manifesto Contra a Violência em João Pessoa" seria protocolado no Palácio da Redenção. O manifesto estabelece uma análise da violência no estado paraibano, bem como propõe ações ao governo da Paraíba, sugerindo desde intensificação do policiamento em áreas de João Pessoa conhecidas como perigosas até a compilação de dados referentes aos casos de violência registrados pela polícia. O documento foi dedicado à Bruno Ernesto e seus familiares.
Conforme a polícia, o funcionário público foi rendido por dois homens na noite de quarta-feira (7), no bairro dos Bancários onde morava, em João Pessoa. Foi colocado na mala do próprio carro e levado até uma área deserta em Gramame, bairro da capital paraibana. No local, um dos quatro homens envolvidos no sequestro matou Bruno Ernesto à sangue frio, de acordo com a polícia.
Na manhã de quarta-feira (8), a Prefeitura de João Pessoa divulgou em suas redes sociais um comunicado externando profundo pesar pela morte do servidor. Os quatro homens envolvidos no sequestro e assassinato de Bruno foram presos no mesmo dia, prestaram depoimentos da Central de Polícia e foram encaminhados para o presídio do Roger, em João Pessoa.

 

Decretada prisão preventiva de acusado de matar defensora na PB

Psicólogo é suspeito de causar morte de uma comerciante em Mangabeira.
Ele também é reú no caso da defensora pública-geral da PB, Fátima Lopes.


Acusado de matar defensora é indiciado por outro crime de 
trânsito na Paraíba (Foto: Walter Paparazzo/G1) 
Eduardo Paredes foi indiciado em dezembro pela
morte de comerciante
O juiz José Edvaldo de Albuquerque do Forúm de Mangabeira decretou a prisão preventiva do psicólogo Eduardo Paredes do Amaral pela morte de uma comerciante em junho de 2010 em João Pessoa. O psicólogo também é réu no processo que investiga a morte da defensora pública-geral da Paraíba, Fátima Lopes, em um acidente de trênsito em 2010.
O delegado Nélio Carneiro, responsável pelo caso, informou que às 10h (horário local) desta segunda-feira (16), durante coletiva de imprensa, vai dar detalhes sobre o caso. Eduardo foi indiciado em dezembro do ano passado pela morte da comerciante Maria José dos Santos.
O advogado de defesa, Abraão Beltrão, disse que foi informado do pedido da preventiva na sexta-feira (13). "Vou hoje ao Fórum de Mangabeira para saber os motivos do pedido", Abraão Beltrão adiantou que vai entrar com um pedido de habeas corpus.
O advogado disse ainda que Eduardo Paredes já entrou em contato com ele e recebeu orientação sobre a possibilidade de se apresentar à polícia. "A minha orientação foi para que ele esperasse até eu ver o conteúdo da decisão para saber o motivo da preventiva", disse. 
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Em junho de 2010, a comerciante Maria José dos Santos, de 56 anos, atravessava a rua Hilton Souto Maior no bairro de Mangabeira, em João Pessoa com o companheiro quando foram atropelados por um carro em alta velocidade. De acordo com o delegado Nélio Carneiro, o veículo era de Eduardo Paredes.
Em sua defesa, o psicólogo alegou que no dia do acidente o carro apresentou problemas mecânicos e por isso estacionou o veículo no bairro dos Bancários, mas o carro teria sido roubado. Ele alega que foram as pessoas que roubaram o carro que cometeram o acidente. Mas o delegado Nélio Carneiro disse que nos dois meses de investigação foram ouvidas cerca de 20 pessoas e as testemunhas disseram que o motorista do veículo era Eduardo Paredes.
"A própria vítima sobrevivente reconheceu. Um casal que passava na hora do acidente viu o motorista. Pelas características dita pelo casal era ele o condutor", disse.
Caso Fátima Lopes
O acidente com a comerciante aconteceu cinco meses após a morte da então defensora geral da Paraíba. Em 24 de janeiro de 2010, por volta das 6h, a caminhonete de Eduardo Paredes bateu no carro da então defensora pública-geral, Fátima de Lourdes Lopes Correia Lima. E a suspeita é que ele estaria embriagado.

O acidente foi no cruzamento das avenidas Epitácio Pessoa com a Prefeito José Leite, sentido Centro-Praia, em João Pessoa. Devido a violência da colisão, Fátima Lopes morreu e seu marido, Carlos Marinho de Vasconcelos Correia Lima, ficou gravemente ferido.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Eduardo Paredes é acusado de cometer homicídio doloso, quando há intenção de matar. Ele teria ultrapassado o sinal vermelho, dirigido em alta velocidade e sob efeito de bebida alcoólica, assumindo o risco de uma morte. O réu chegou a ser detido no Centro de Ensino da Polícia Militar, mas a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça concedeu o habeas corpus em março de 2010.
Anna Carla Lopes, filha de Fátima Lopes, disse que espera a prisão. "Vamos ver se ele vai ser preso. É uma vitória nessa guerra que a gente vem enfrentando. Vamos ver se a polícia o encontra", disse.

 

Sepultado Corpo da Jovem vítima de atropelamento em Sousa. Identificado Motorista que conduzia a Caçamba

Sepultado Corpo da Jovem vítima de atropelamento em Sousa. Identificado Motorista que conduzia a Caçamba
O corpo da Jovem, Wanderlúcia Gomes Braz, solteira, 27 anos, que residia na Rua, Deocleciano Nunes, Bairro, São José em Sousa foi sepultado na manhã desta quinta-feira no Cemitério São João Batista sobre forte comoção.

A jovem foi vitima de abalroamento no cruzamento das Ruas, Deocleciano Pires com a Sinfrôneo Nazaré, no Centro de Sousa, quando pilotava uma Moto, Traxx, azul, sem placa, e quando tentava passar o sinal, foi colhida pela Caçamba de cor prata, placa, NQK 6078 que era conduzida por Cléssio da Silva Nascimento, 26 anos, casado, residente na Simão Afonso de Carvalho, Bairro, São José.

Com o impacto, a Jovem caiu da Moto, tendo parte do corpo esmagado pelos pneus traseiros da Caçamba. Wanderlúcia Gomes Braz teve morte no local. O Motorista fugiu, abandonado a Caçamba na pista de rolamento até a chegada das autoridades.

O corpo da vítima ficou exposto ao solo por quase 2h até a chegada do Rabecão que veio da Cidade de Patos. A família estava revoltada com toda essa situação.
Após a necropsia no IML de Patos, o Corpo foi liberado, chegando à casa da Família na noite de ontem por volta das 21h.

O sepultamento aconteceu agora pela manhã na Cidade de Sousa. Muita gente amiga e da família acompanhou as homenagens finais a Jovem que era bem quista no Município.

VEJA IMAGENS ABAIXO:





































Redação/folha do sertão

 

Acidente com mortes na Avenida Epitacio Pessoa em João Pessoa (PB)





De acordo com informações de testemunhas, o motorista da camioneta, identificado como Rodrigo Arthur da Fonseca, de 34 anos, estaria embriagado e teria avançado o sinal vermelho.

No palio, estavam Ronaldo Soares, Raíza Guedes e mais dois amigos, que ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, na capital. Vanessa Delino de Oliveira, de 17 anos, e Vamberto Gomes Silva Junior, de 21 anos, estão internados em estado regular.

O impacto foi tão forte que o veículo foi arremessado por mais de vinte metros do local do acidente, chegando a bater de frente com um árvore que fica no canteiro da pista.

o acidente aconteceu por volta das 2h, no cruzamento entre as avenidas Epitácio Pessoa e Amazonas, próximo ao Supermercado Extra, no Bairro dos Estados.

Rodrigo Arthur, que teria causado o acidente, também foi levado ao Hospital de Trauma e está sob custódia. Ele se negou a fazer o teste do bafômetro, mas populares informaram à polícia que ele estava visivelmente embriagado.

 

Tentativa de homicídio gera tumulto em presídio de João Pessoa

Detento fica ferido em princípio de tumulto em presídio de João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Por volta das 8h30 desta quarta-feira (21), durante o dia da visita íntima no presídio do Roger, em João Pessoa, um detento tentou matar outro utilizando um  espeto artesanal. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária, houve um princípio de tumulto que foi contido pelos agentes penitenciários da unidade prisional. Um detento e um agente ficaram feridos. MAIS NOTICIAS

Ainda de acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária, o tumulto começou quando detentos do pavilhão 2 tentaram invadir o pavilhão 4. Os visitantes que estavam na frente da penitenciária disseram ter ouvido barulho de tiros, mas a assessoria informou que foram usadas apenas armas com balas de borracha.
Um detento do pavilhão 2 conseguiu ferir um outro do pavilhão 4. Segundo a assessoria, a vítima foi ferida na região da perna e encaminhada para o hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. Um agente acabou ferido por uma bala de borracha, mas foi atendido na enfermaria do presídio. De acordo com a assessoria, o agente sofreu ferimentos leves.
As visitas na unidade prisional foram suspensas.

Da redação/G1PB

'Casos como esse serão registrados como homicídio doloso', diz delegado. Suspeito pode responder pelo crime em liberdade.

http://oglobo.globo.com/fotos/2011/09/19/19_MHG_sp_carroatropela.jpg Os envolvidos em acidentes de trânsito com morte provocados por embriaguez ao volante devem responder por homicídio doloso (com intenção), defendeu nesta segunda-feira (19) o delegado Ricardo Cestari, responsável pelo inquérito sobre a morte da dona de casa Miriam Baltresca, de 58 anos, e da filha dela, a advogada Bruna Baltresca, de 28 anos, atropeladas na noite de sábado (17) na Marginal Pinheiros, quando saíam do Shopping Villa-Lobos. Elas foram enterradas na manhã desta segunda-feira (19) no Cemitério do Araçá, na Zona Oeste de São Paulo.
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"A partir do momento em que a pessoa está embriagada e ela causa uma morte no trânsito, a gente está optando por autuar pelo crime doloso", afirmou.
O motorista de 33 anos que dirigia o automóvel que atropelou as duas responderá por homicídio doloso. Ele foi preso em flagrante e transferido ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros.

Ainda segundo a polícia, o ponteiro do veículo travou marcando 100 km/h. O limite de velocidade na pista local da Marginal Pinheiros é de 70 km/h.
O delegado que registrou a ocorrência ouviu um bombeiro e médicos que atenderam o motorista. Eles relataram que o homem apresentava sinais de embriaguez. Por isso, o delegado considerou haver provas de que o motorista assumiu o risco de matar ao ingerir bebida alcoólica e dirigir. A polícia solicitou a coleta de sangue para exames.

Da redação/G1SP

 

Advogado diz que estudante que roubou ônibus tem problemas mentais

Jovem se recusou a falar com a polícia nesta segunda-feira

 O advogado do estudante Pedro Henrique Garcia de Souza, que roubou um ônibus no domingo (19) e causou vários acidentes, disse que o rapaz tem problemas mentais. Segundo ele, os distúrbios de seu cliente se tornaram mais graves depois da morte da mãe, recentemente. O jovem seria ouvido pela polícia na manhã desta segunda-feira (19), mas se recusou a falar.
Pedro Henrique, de 24 anos, percorreu mais de 20 quilômetros da Barra da Tijuca, zona oeste, até Botafogo, zona sul, onde foi detido por policiais militares. No trajeto, bateu em pelo menos 16 carros. Um passageiro de um dos veículos, um homem de 67 anos, foi internado no hospital Miguel Couto, na Gávea, em estado grave.
Depois de ser controlado pelos PMs, o estudante foi levado para a Delegacia de Copacabana (12ª DP). Ainda no domingo, fez exame de Corpo de Delito no IML (Instituto Médico Legal). O rapaz disse ter sido agredido.
- Não sequestrei o ônibus, não. Não tinha ninguém dentro dele. Realmente foi errado o que fiz, mas eles (policiais) estão mais errados do que eu porque me espancaram. Eu fui espancado pela PM.
Segundo o delegado Bruno Gilabere, da 12ª DP, Pedro Henrique acabou ferido porque resistiu à prisão e por tentar agredir um PM. Ainda de acordo com Gilabere, o universitário vai responder por cinco crimes: tentativa de homicídio doloso (quando há a intenção de matar), furto, lesão corporal grave, lesão corporal leve e resistência à prisão.
- Ele jogou o ônibus em cima de um taxista, provocou acidentes em série, deixando uma pessoa ferida e com risco de ficar paraplégica. Também não respeitou a ordem dos policiais para parar e ainda resistiu à prisão agredindo um deles. Estava com cheiro forte de álcool e por isso foi submetido a exames no IML.
O delegado informou também que o estudante tem outras quatro passagens pela polícia. Ele já responde por porte de drogas para consumo próprio, injúria, dano e por ter tentado invadir uma casa em junho.
Entenda o caso
O universitário furtou o ônibus do metrô no terminal rodoviário Alvorada, na Barra da Tijuca. Ele teria aproveitado que o coletivo estava com a chave na ignição e vazio para levá-lo.
Segundo o Centro de Operações da prefeitura, as câmeras da prefeitura teriam monitorado o percurso do veículo. Ele teria passado ainda pela avenida Borges de Medeiros, na Lagoa, e entrado pela Fonte da Saudade, passando pelo Humaitá, até chegar a Botafogo.
A assessoria da Polícia Civil informou que, ao ser detido, em Botafogo, o rapaz estava aparentemente sob efeito de alguma droga. Ele havia acabado de sair de uma festa à fantasia e usava uma calça camuflada e uma blusa com a inscrição “Operações Especiais”, em referência ao Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais).

Da redação/R7.

 

Eles ficarão em unidades prisionais diferentes a pedido do MP.
Câmeras mostram últimos passos de Patrícia Acioli na noite do crime.

http://veja.abril.com.br/assets/pictures/47665/juiza-patricia-acioli-19970228-02-size-598.jpg?1314732553

Os três policiais militares suspeitos de matar a juíza Patrícia Acioli, no dia 11 de agosto, em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, foram transferidos da Unidade Prisional da PM em Benfica, na Zona Norte, para unidades diferentes, a pedido do Ministério Público, na noite desta segunda-feira (19). A transferência é para evitar que os acusados combinem, antes dos depoimentos, a mesma versão sobre o crime.

A polícia utilizou imagens de câmeras de segurança para refazer os últimos passos da juíza. As imagens mostram que ela foi seguida por cerca de 40 minutos, durante todo o trajeto entre o Fórum de São Gonçalo e sua casa, em Niterói.
http://3.bp.blogspot.com/-HObrUURVW50/TnbddOdrR3I/AAAAAAAAHC4/ajbAhADW7ig/s320/policiais-tramaram-morte-de-patricia-acioli-com-um-mes-de-antecedencia.jpg
Segundo a investigação, Patrícia Acioli deixou o fórum por volta das 23h e saiu da garagem em seu carro às 23h13. Câmeras de segurança registram que uma moto ocupada por dois homens, com o farol apagado em alguns trechos, acompanha o deslocamento do veículo da juíza ao longo da estrada para Niterói.
Às 23h48, a quatro quilômetros de distância da casa de Patrícia, os suspeitos ultrapassam o carro da juíza e seguem na frente para preparar a emboscada. Às 23h53 eles entram no condomínio da vítima, e logo em seguida ela chega, como mostra a última imagem registrada antes do crime.
A investigação policial também mostra que o carro de Patrícia foi alvejado ainda em movimento e que os tiros continuaram depois que o veículo parou. Foram 21 tiros, e as cápsulas recolhidas são de três calibres: 38, 40, de uso padrão da polícia, e 45, de uso restrito. Os assassinos deixaram o condomínio às 23h58.
Investigação
A polícia remontou detalhes do crime analisando imagens de câmeras de segurança somadas às perícias do carro, do local e do corpo da juíza. Ainda foram utilizados dados de mais de 3 milhões de celulares que passaram pela área entre o fórum e a casa de Patrícia Acioli até um mês antes de sua morte. Com isso, os investigadores provar que o crime foi planejado e teve envolvimento de policiais militares.
A investigação aponta para três suspeitos: o tenente Daniel Benitez e os cabos Sérgio Costa Júnior e Jefferson de Araújo Miranda. As fotos deles são exibidas pela primeira vez nesta reportagem. Segundo o delegado titular da Divisão de Homicídios (DH), Felipe Ettore, eles estão entre os oito envolvidos na morte de Diego de Souza Beliene, de 18 anos, em São Gonçalo.
“Eles sabiam que seriam presos em poucos dias, que estava sendo expedida a ordem de prisão por processo anterior, e aí não teriam mais tempo para a execução da vitima”, conta o delegado, referindo-se ao assassinato da juíza.
Na investigação da morte de Diego, a polícia vigiava os movimentos dos três. E no dia do assassinato da juíza, antenas de empresas de telefonia captaram os sinais dos celulares de Daniel Lopes e Sérgio Costa Júnior no fórum de São Gonçalo. Só que antes das 23h, os celulares dos policiais foram desligados. E só foram religados quase uma hora depois de a juíza ter sido executada. A partir daí, a polícia começou a rastrear dados dos celulares do PMs nos dias anteriores ao crime.
Ação planejada
No dia 11 de julho, exatamente um mês antes do crime, os registros mostram que os três acusados se encontraram na Rua dos Corais, em Piratininga, Niterói, endereço da juíza. Segundo a polícia, eles ficaram 26 minutos, das 19h43 às 20h09, juntos na pequena rua onde, um mês depois, a juíza foi morta na emboscada.
No dia em que foi assassinada, Patrícia tinha acabado de assinar o pedido de prisão preventiva, por envolvimento na morte de Diego, dos três homens agora acusados também pela morte dela. “Está provado que eles são os autores do homicídio. Isso não há dúvida para a polícia que esses três participaram efetivamente da execução da juíza Patrícia Acioli”, afirma o delegado.
Em depoimento, Daniel e Jeferson negam a acusação. Sergio se recusou a falar. “O desfecho da investigação não é só para provar as pessoas que estavam na moto, mas para verificar se de fato há outras pessoas envolvidas”, completa o delegado.

Da redação/com informações do Jornal da Globo
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